Texto central "Biografar: oswaldo cruz", texto em rodapé "venha saber sobre a vida e obra dele". Imagem de fundo desfocada de um homem de cabelos bancos, em terno branco, segurando chapéu. A pele dele é branca e possui um bigode, mas pouco se vê por estar desfocada e por trás dos textos.

Panoramas #070 – biografar: Oswaldo Cruz

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Panoramas #070 - biografar: Oswaldo Cruz
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O legado de Oswaldo Cruz. Venha no episódio especial de hoje ver a história desse importante pesquisador brasileiros que fez e segue fazendo história.

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Transcrição do Episódio

Olá, bem vindos a mais um podcast Panoramas.

Eu sou Guilherme, também conhecido na internet por Sechat. Bacharel, Mestre e doutorando em Física no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. 

Mas antes, aqui estão as redes sociais. Você pode me encontrar no instagram por @guilhermesechat, onde eu estou sempre lá interagindo com vocês e o podcast @panoramascast no instagram, twitter e no canal do Telegram, que tem um grupo associado para vocês interagirem. 

E queria fazer um pequeno pedido aqui antes de seguir no tema. Se você já é um ouvinte de bom tempo sabe que o podcast ficou um tempinho fora do ar esse ano. Bem, esse tempo fora do ar foi bem prejudicial para nosso alcance. As pessoas vivem bem de hábitos e quebramos esse hábito com o podcast parado. O público caiu. Então, por fa vor, se puder, divulgue esse episódio do podcast, que inclusive está iniciando uma série particular dele aqui, com essas biografias de personalidades científicas brasileiras, à princípio. Essa ideia veio com o episódio sobre Rondon no começo do ano, que amei fazer e adoraria que, quem não ouviu, ouvisse e divulgasse. BEM, então esse é o pedido, divuuulgue esse episódio do podcast, ou o podcast como um todo. Pois o único retorno real do Panoramas é a visibilidade do público e a consciência de estar levando informações às pessoas.

Ah, e quase ia me esquecendo. O Panoramas agora possui transcrição dos episódios no post do podcast lá no site, sechat.blog. Então se você conhece alguém da comunidade surda, indica o podcast, ele agora pode ser lido! 

Estamos nos aproximando, surrealmente, do fim de 2021. O Brasil foi um dos países mais incompetentes no enfrentamento da pandemia em todos os âmbitos. No sanitário, no econômico, no social, cultural, todos. Nos destacamos negativamente por tudo isso. Porém devido aos atuais governantes do país. Estaríamos porém muito piores não fosse o fato de sermos um dos principais vacinadores do mundo, historicamente. Sermos um país onde as ciências sanitárias sempre foram de ponta e destaque internacional. Temos uma estrutura exemplar de produção e distribuição de vacinas. Não fosse essa base forte estaríamos muito piores. Ainda assim tivemos muitas mortes, muitos casos, muito descontrole e desobediência. E isso não é novidade. 

Nesse papo de pandemia muito fomos lembrados da que ocorreu um século atrás, a Gripe Espanhola. Chegou ao Brasil e provocou caos como o atual. Porém naquela época já havíamos iniciado nossa constante e crescente boa política sanitária. O início dela pode ser marcado com nosso personagem do episódio de hoje, Oswaldo Cruz. Esse que dá nome à Fundação Oswaldo Cruz, essa fundação que é uma das principais responsáveis pelo enfrentamento à pandemia no Brasil, incluindo testes e produção da vacina Oxford-Astrazeneca, da qual estou aqui vacinado. yees. Isso tudo começou na batalha contra a febre amarela, peste bubônica (sim, aquela conhecida como peste negra na idade média) e varíola.

Oswaldo Cruz nasceu em 1872 no interior do Vale do Paraíba, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Seu pai já era médico e com essa profissão e prestígio conseguiu com que essa fosse uma carreira coerente para o filho seguir. Coisa que, aliás, é comum até hoje. Aos 20 anos ele havia se formado em medicina, realmente outros tempos, afinal, quem consegue se formar em medicina aos 20 anos ? Aliás, o pai dele morreu horas depois de se formar. Bem, ele posteriormente ainda defendeu a tese de doutorado com tema “A veiculação mi-

crobiana  pelas  águas”, que era um ‘hot topic’, um assunto do momento, graças aos estudos de  Louis Pasteur.

Já casado, e tendo um sogro influente e rico Oswaldo Cruz, sua esposa e família foram para Paris justamente para ele se aperfeiçoar em microbiologia no Instituto Pasteur. Isso em 1897. Havia uma grande evolução naquela época do estudo de microorganismos causadores de doenças, tais como a produção de soro por meio do uso de animais. Em 1899 voltou ao Brasil, especializado em urologia. De certa forma foi um período relativamente curto até se pensarmos, mas também… bem, mais de um século atrás o conhecimento era bem inferior ao que consideramos hoje como básico. E o mais legal dessa estadia do Oswaldo Cruz lá é que ele trabalhou na fabricação de vidrarias de laboratórios, ampolas, pipetas, etc. Essa técnica, que até então era coisa moderna, equipamentos modernos, ele trouxe depois ao Brasil e repassou. Essa é a essência, até hoje, dos programas de intercâmbio. Alunos irem para outros lugares e voltaram com conhecimento e experiência no trabalho. Aliás, lá ele acabou recebendo uma bolsa de estudos, pois outro fator importante entrou nisso tudo aí, a política. O diretor do instituyo Pasteur no momento fez isso em agradecimento póstumo ao país e D. Pedro II, que patrocinou diversos estudos do instituto enquanto vivo com dinheiro do próprio bolso, claro. Aliás, já antes houve uma tentativa, por meio de D. Pedro de trazer Louis Pasteur ao Rio de Janeiro para resolver a situação sanitária crítica que a cidade sempre teve.

O Rio de Janeiro era uma cidade voltada para o que hoje é o centro e zona norte. Uma região adensada populacionalmente, construída nos moldes de uma cidade de séculos antes. E até hoje vemos as ruas estreitas pensadas em séculos atrás. Muitos morros quebrando a circulação de vento, assim como a alta umidade de uma região, que sempre foi pantanosa, embora hoje totalmente aterrada e modificada. Isso sempre foi um prato cheio para as doenças, e não a toa o Palácio Real ficava distante, na Quinta da Boa Vista. Isso tudo pegava mal para a capital do país. E em breve a tentativa de modificar isso ia trazer Oswaldo Cruz para o centro dessa trama.

Assim que ele retornou ao Brasil de cara encontrou um problema conveniente para ele tentar resolver. No porto de Santos do mesmo ano de sua volta uma grande morte de ratos colocou todo mundo em alerta pela possibilidade, depois confirmada, de ser peste bubônica. Vital Brazil e Adolfo Lutz, dois pesquisadores do  Instituto Bacteriológico  do  Estado  de  São Paulo, e nomes razoavelmente conhecidos ainda hoje, instauraram quarentena na cidade, coisa que hoje todos no mundo estamos familiarizados. E para finalizar Oswaldo Cruz foi chamado para confirmar o diagnóstico dos outros pesquisadores, que a partir de então passariam a ter grandes colaborações com Cruz.

A peste bubônica era um mal muito bem conhecido ao redor do mundo já, mas solução para isso apenas havia no Instituto Pasteur. Lá era produzido um soro, porém não apenas Paris era muito distante para, naquela época, fazer essa transferência viável, como também não havia produção o suficiente para atender uma demanda global. Nesse cenário que Oswaldo Cruz conseguiu usar da política para a criação de um instituto no Rio que produzisse o soro, que ele havia justamente se especializado na França. O instituto se deu na Fazenda de Manguinhos, nome que ainda é referência para o local onde hoje se conhece como a sede da Fiocruz. Esse conhecimento trazido por Oswaldo Cruz foi repassado ao  laboratório sob comando de Vital Brazil, que também eventualmente também virou um instituto soroterápico, e que hoje conhecemos como Butantan, produtor da Corona Vac.

Então, sabe, não é o acaso que trouxe esses dois institutos a serem os locais em que as vacinas que estão salvando o Brasil, apesar do governo, estão sendo pesquisadas e produzidas. Esse é um legado pensado há mais de século, política pública de curto, médio e longo prazo. Assim como segue sendo importante continuarmos investindo nesses institutos, assim como replicando o seu sucesso em outras regiões do país. 

Já com uma carreira em ascensão o novo Presidente do Brasil, Rodrigues Alves, insistiu para ter Oswaldo Cruz como seu Diretor Geral de Saúde Pública, algo como o Ministro da Saúde da época.  Aliás, o governo brasileiro procurou o Instituto Pasteur para enviar um especialista, mas o próprio instituto indicou Cruz, visto que era um nome óbvio, já presente no Brasil. Afinal, para isso serve um intercâmbio.

Alves havia perdido uma filha para a febre amarela, e por essa razão a saúde pública virou um foco grande na sua política. Isso estava ligada à intenção de modernizar totalmente a capital, o Rio. Que, como eu já mencionei, era uma cidade extremamente mal vista dentro e fora do país pelos seus baixos padrões sanitários, embora organizacionais no geral. Afinal, uma cidade que foi se renovando e se amontoando de pessoas ao longo dos séculos. 

O Rio, como uma cidade espremida entre uma montanha gigantesca e o litoral é na verdade um péssimo local para se ter uma cidade densa. Por essa razão muito do seu terreno pantanoso foi totalmente aterrado, e nessa época muito do seu litoral da baía de guanabara também. Não à toa achamos muitos portos em regiões bem adentro da terra firme da cidade. O Rio é a cidade que invadiu o mar. E muitas dessas mudanças, como a construção da avenida Rio Branco,  muito larga para o padrão da capital carioca da época, foram motivadas pelas reformas que “higienizaram” Paris, uma cidade que passou pelo mesmo processo e serviu de modelo para Rodrigues Alves, que viveu e viu a transformação da capital francesa. Essas reformas consistiram na remoção de diversos cortiços num processo de gentrificação, onde a população mais pobre foi deslocada (no geral a força) para regiões mais interiores ou para os morros, dando origem às favelas que existem até hoje. Nesse contexto entrava Oswaldo Cruz, a missão dada a ele era tentar erradicar as três doenças que tanto castigavam o Rio, a Febre Amarela, que tem batido à nossa porta, peste bubônica e varíola. 

Suas primeiras mudanças vieram em termos de códigos sanitários, ou seja, organização. Fazer com que o governo tivesse uma boa atuação logística sanitária. Isso incluía, por exemplo, a vacinação obrigatória para varíola. Além disso, aliado aos planos de reforma da capital muitos imóveis foram demolidos por não respeitar as normas sanitárias, como o fato de ter uma saída de esgoto.

Nesse ponto acho importante elencar umas prioridades culturais. Os europeus, não os romanos, os europeus que vieram depois demoraram muito para entrar em convivência sustentável com o despejo de esgoto. Ao passo que cidades Maias, aqui na mesoamérica, já possuíam sistemas de esgoto. No Rio de Janeiro, algumas décadas antes, ainda era comum que o esgoto fosse despejado diretamente no mar por escravos os carregando em baldes. Eles eram chamados de tigres, por conta das manchas que o esgoto deixava na pele em contato com o sol. A escravidão além de criminosa e imoral também barra um progresso inteligente e sustetável, pois conta com a interminável exploração da vida de alguém para uma tarefa ingrata. 

Um primeiro ponto bom de marcar isso é a guerra aos mosquitos e aos ratos. Inicialmente se considerava, como consenso geral, de que o problema no Rio em relação às doenças era o miasma. Miasma que era entendido com maus ares. O Rio era uma cidade suja, de ruas estreitas e entre montanhas. A circulação de vento não era o forte da cidade feita entre montanhas para proteção de piratas séculos antes. Nesse contexto até montanhas foram retiradas da cidade, como o morro do castelo. Primeira ocupação fixa portuguesa no Rio de Janeiro e que foi posto abaixo nesse contexto, seu aterro foi usado para aplainar áreas que hoje são terra firme, mas antes era mar. A justificativa era, em boa parte, melhorar a circulação de ar da capital. Oswaldo Cruz foi contra essa teoria, ele seguiu a hipótese de que o causador de boa parte dessas doenças eram animais, e no contexto especial da febre amarela, os mosquitos. Esta hipótese veio por meio do médico Carlos Juan Finlay, no combate à doença em Cuba.

Com isso foi instaurado na capital um grupamento de mata-mosquitos. Dedetizavam alagados, caixas d’água, bueiros, calhas. Enfim, todo tipo de lugar que poderia conter larvas de mosquitos. Também queimavam pireto de enxofre para matar os mosquitos. Essas medidas foram muito criticadas na época, principalmente pelo fato de ser visível na operação. Na novidade científica justificada. E no natural embate político. Depois de todo esse esforço, contando até com notas do próprio Cruz em jornais à população para conscientização, a Febre Amarela em 1907 pode finalmente ser considerada extinta da capital. Em janeiro de 1903 foram 133 mortes por Febre Amarela documentadas, no mesmo mês de 1907 foi uma apenas. Abaixaram a cuva.

Refletindo isso aos dias de hoje vemos que é uma tarefa que segue sendo feita, agora com o foco no combate à Dengue, Zika e Chikungunya. Seja no combate como nas campanhas de conscientização populacional sobre os perigos dos mosquitos Aedes Aegypt, que, aliás, são espécies exóticas.

Nessa época essas eram as armas disponíveis. Décadas depois a Fiocruz segue pesquisando formas de conter os mosquitos e suas doenças, como o método Wolbachia.  Que consiste na liberação de mosquitos Aedes na natureza infectados com a bactéria Wolbachia, esses mosquitos têm dificuldade em transmitir as doenças e se reproduzem repassando essas mesmas características para seus indivíduos.

A caça aos ratos se deu de maneira igual. Essa de forma mais fácil em aceitação por já se saber da transmissividade por meio dos ratos da peste bubônica. Além do fato dele já a ter combatido no porto de Santos e já haver inclusive a produção do soro, como falei anteriormente. Havia uma brigada para caçar ratos e dedetizar os locais. Até mesmo houveram compradores de rato pelo governo, incentivando a população a exterminar os ratos (o que acabou levando a um acontecimento digno do Rio: começaram a criar ratos para vender para o governo, um modelo de negócios! E isso atrapalhou a queda dos casos). Ao fim do seu mandato, no entanto, também houve uma queda drástica nos casos na capital.

Desde 1837 já havia uma lei federal instituindo a vacinação obrigatória contra a varíola. Porém, claro, nunca antes aplicada. Oswaldo Cruz reforçou ao congresso a aplicação dessa lei, que acabou levando a um embate político e popular sobre a vacinação obrigatória. Assunto que até hoje está em alta, sobre a vacinação contra a covid. Muitas pessoas eram contra a obrigatoriedade e não contra a vacinação. Havia envolvida a questão “moral”, pois muitas vacinas eram aplicadas nas coxas, glúteos ou braços das pessoas, que era estranho de ser feito àquela época. E a tentativa contínua de tentar manter a obrigatoriedade levou à uma polarização do assunto que acabou reduzindo até mesmo o tratamento usual que já era empregado contra a varíola no hospital. Pois, afinal, a vacina já estava disponível para voluntários, que foram reduzindo com a polarização. Foi até mesmo criada uma  Liga  Contra  a Vacina  Obrigatória.

Essa Liga insuflou o debate e organizou um comício, que não ocorreu, mas levou à uma revolta popular sem precedentes da população na capital. O que antes era um protesto contra a vacinação obrigatória virou na verdade uma revolta geral da população de insatisfação com o governo federal.  Houveram confrontos entre a polícia e a população, armada com pedras, ferros, ferramentas. Nesse meio tempo até mesmo um golpe de estado se deu lugar, com militares da Escola da Praia Vermelha tentando depor o presidente (o mesmo lugar responsável pelo golpe que instaurou a ditadura republicana anos antes e que depois desse ato foi fechada). O golpe minguou com a morte do líder e a revolta da população só reduziu com o governo desistindo da vacinação obrigatória. A cidade seguiu sofrendo com a varíola, que só foi efetivamente eliminada do mundo muitas décadas depois por uma ação global da OMS. Foram 23  mortos,  67  feridos  e  945 presos. A varíola foi a grande responsável pela morte de muitos nativos mesoamericanos, como também foi usada como arma biológica contra nativos norte americanos pelos ingleses para exterminá-los. Esse episódio ficou conhecido como a Revolta da Vacina.

Oswaldo Cruz continuou no seu cargo no governo do presidente seguinte, porém governo este que já não estava tão empenhado como o anterior nas políticas sanitárias. Cruz já era celebridade nacional de reconhecimento internacional pelas suas medidas sanitárias de sucesso. Ainda assim não conseguiu manter o sucesso da política combativa no governo. Ainda mais que outras doenças a serem enfrentadas, como a tuberculose, não eram de interesse das elites. Que podiam pagar o que até então se entendia como tratamento e não eram tão vitimadas pelo mal, que era proliferável em ambientes de “maus ares”, como ainda hoje acontece em presídios e favelas cariocas que sofrem da presença constante da tuberculose. 

O então Instituto Oswaldo Cruz ganhou em 1918 uma de suas maiores marcas, o castelo de manguinhos, o pavilhão mourisco. Um castelo de arquitetura neomouristica que se destaca na paisagem carioca no que antes era uma fazenda. Quem passa pela Avenida Brasil se depara com seus traços e cores característicos. Um palácio de luxo e tecnologia, que à época, e hoje, estão na vanguarda da tecnologia nacional nas ciências de saúde. O fortalecimento do instituto e o sucesso das políticas sanitárias levou à uma expansão dos seus métodos e aplicações para todo o país. Doenças eram um entrave ao desenvolvimento nacional e portanto combater doenças era uma meta perene nacional. Ainda hoje, inclusive, deveria ser. Apesar dos esforços do atual governo em proporcionar o avanço do vírus por inimagináveis motivos não-científicos. 

Oswaldo Cruz morreu no carnaval de 1917 em decorrência das complicações de nefrite, doença que sofria e a qual seu pai faleceu. Mas seu legado já estava concreto e segue até hoje, apesar de todas as dificuldades que precisam ser enfrentadas. Sem a Fiocruz a pandemia de covid no Brasil seria muito mais do que “apenas” uma tragédia.

Bem, esse foi o episódio de hoje do podcast. Espero que tenham gostado dessa série que espero trazer com alguma frequência no podcast contando um pouco da vida de grandes cientistas brasileiros. Querem deixar dicas para próximos temas ? Me avise aí! Como indicação nesse episódio do podcast quero deixar a minissérie Maid, que me prendeu maravilhosamente num fim de semana. A série aborda o tema das dificuldades de uma vida de mãe solteira e de mulheres em situações de violência doméstica. É curta e ótima. É uma produção da Netflix que recomendo demais.

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