Noite. Eu, encostado numa parede sendo fotografado pela lateral. Estou olhando para a câmera. Sorrio. Estou de calça jeans simples, camisa de manga comprida longa. A parede compõe um conjunto de casebres antigos e baixos.a rua é de pedras, muito antiga e irregular. A rua termina numa igreja simples. Todas as paredes são brancas.

Diários de Doutorado – 019

Olá, mais uma entrada no meu diário, meu diário que é postado quase que em ‘mensário’. Mas como sempre digo, venho escrever aqui quando sinto que hajam mudanças que sejam dignas de comentar. Que indiquem algum ponto de inflexão. Algum ponto relevante na trajetória. E pensando bem, agora escrevendo, talvez nesse de hoje tenha mais do que um.

Primeiro de tudo queria falar para vocês dos trabalhos extras que tenho e que surgem numa vida acadêmica. Todos já devem saber, pelo Panoramas e pelas minhas redes sociais, que vivo fazendo trabalhos de divulgação científica pelo CBPF. E isso não apenas continua como, mesmo no último ano, talvez aumente um pouco. E são atividades que tanto fazem bem para nós como também em contribuição e retorno à sociedade. É importante que digamos para o mundo o porque da física e do meu (e seu) instituto ser importante (e assim receber financiamento, atenção, oportunidades). Além de ser uma boa adição para currículos atualmente, pois todos estão entendendo da importância desse tipo de trabalho para o mundo. Extremamente claro agora nos tempos de Covid, onde a desinformação esteve com muita força, mesmo no Palácio do Planalto.

Mas além disso também sempre fui atuante, na pós-graduação, com organizações estudantis. Os alunos tem uma Associação feita para conseguir representar os alunos e garantir seus direitos, falar suas insatisfações e promover um dialogo com as outras instâncias da instituição. Sigo hoje como um dos que estão a frente dos alunos todos da minha instituição. Esse tipo de atividade toma tempo, e poderia até dizer que as vezes estressa. Mas é importante lembrarmos que é um tipo de ação importante. Nas universidades, inclusive, muitos benefícios estudantis, como restaurantes universitários, vem de reclamações das instâncias estudantis por melhorias na qualidade de vida acadêmica. E talvez você possa levar sua vida acadêmica sem se envolver nisso, porém, no fim, será talvez às custas de outros alunos que contribuem com essas atividades.

Mudando um pouco de assunto, essa semana decidi enfatizar o “menos é mais” focando mais ainda em me livrar de atividades extras, mesmo que psicologicamente até. Talvez evitar um pouco o trabalho voluntário. Afinal, é voluntário! Procurar voltar ao sistema presencial, provavelmente semi-presencial. Para garantir um pouco mais de compromissos e profissionalismo no tratamento da vida acadêmica. Algo que considero em falta em mim. Dessa forma até, peguei meu celular, e botei vários despertadores. Hora para tudo, inclusive para dormir. Tentar manter uma rotina de sono saudável é o mínimo para conseguir manter uma rotina ativa durante o dia normal. O mínimo. E mais importante ainda, rever questões como: ficar até tarde usando telas, de pc ou celular. Todo o tipo de coisas que sabemos que não faz bem mas que esquecemos involuntariamente no dia-a-dia. As coisas só vão mudar se você resolver mudar. É o que tenho trazido para minha mente.

As próximas semanas serão agitadas para mim, com viagens e afins, e por isso esse meu planejamento será razoavelmente quebrado, mas paciência. Só se viaja um vez (ou duas), e a rotina é a regra, mas se ela é a regra, precisa ser a regra mesmo, respeitada. Enquanto isso mais tarde, no horário que tomei como semi-fixo para isso, será hora de finalizar o Panoramas que sairá amanhã para vocês ouvirem.

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