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Diários de Doutorado – 017

Noite. Eu, encostado numa parede sendo fotografado pela lateral. Estou olhando para a câmera. Sorrio. Estou de calça jeans simples, camisa de manga comprida longa. A parede compõe um conjunto de casebres antigos e baixos.a rua é de pedras, muito antiga e irregular. A rua termina numa igreja simples. Todas as paredes são brancas.

Mais um diário aqui, mas o primeiro desse ano. E o primeiro numa nova fase da vida. Nova fase por ser um começo de ano ? Bem… sim. Essa coisa de ciclos anuais é legal. Um recomeço.

Começo esse ano com essa novidade de prestar um concurso público, como físico. Estou aqui com um caderninho organizando minha vida como não fazia há MUITO tempo. Agora tenho uma rotina a seguir. Inclusive estou escrevendo isso aqui num momento programado de pausa para o almoço.

Acabei a jornada de construir a fossa sustentável aqui em casa e com isso o trabalho pesado junto. Apenas restando o trabalho pesado do voluntariado do PARNIT. Que esse mês tentarei evitar para reorganizar a vida e descansar do trabalho pesado.

Uma coisa, porém foi interessante nesse ocorrido todo. Uma conversa esses dias me abriu a mente para uma mudança que promete ser incrível na minha rotina. Antes eu tinha um alarme para me indicar parar de trabalhar pelas 17h30 e ir tocar guitarra, fazer a parte legal, divertida e tal, que eu tanto queria. Eu percebi então que essa ideia talvez fosse errada (para mim) esse tempo todo. Afinal, eu quero depois de um dia cansativo com textos e contas tocar guitarra ? Uma atividade física e mental, também teórica na real. Não. E não era de me espantar que eu tivesse tanta dificuldade em engatar essa escolha de rotina.

Estou apenas no segundo dia dessa mudança: eu começo o dia tocando guitarra e depois vou pra física. Pela noite vem essa atividade extra de estudar pra prova da Petrobrás. E tem sido ótimo. Tocar guitarra me anima, me bota pra trabalhar, é como um aquecimento pro cérebro para então começar a trabalhar.

Repensem aí a rotina de vocês. Uma mudança simples, que agora parece óbvia, mas que demorei MUITO tempo para fazer. Não é porque é simples que é óbvio. Eu fazia isso como uma ideia de que tocar guitarra seria a recompensa de um dia de trabalho. Mas tocar guitarra também tem seu trabalho associado. A minha recompensa pode ser ler, assistir algo, socializar. Mas essa aparentemente foi uma escolha ruim. Agora modificada.

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