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Luz: Onda ou partícula ?

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A luz é onda ou partícula ?

Aliás, você sabe que debate é esse ? Com o desenvolvimento da Mecânica Quântica surgiu essa dualidade de não saber dizer se a luz se comporta como uma onda ou como partículas.

Essa questão parecia resolvida com a ótica clássica, onde fenômenos de difração, interferência, reflexão, entre outros característicos de fenômenos oscilatórios, eram identificados na luz

A luz era uma onda! Mas então, como já falado aqui, Max Planck veio com uma ideia de quantizar a luz, dizer que ela não era uma ondulação contínua mas que era emitida em “pedaços”. Logo depois Einstein abraçou a ideia e até chamou esses pedaços de quanta, de quantidade. Pequenas quantidades de luz. Pacotes de luz.

A luz então era partícula!

Como é a luz, afinal ?

Mais ao futuro de Broglie, um historiador que resolveu migrar para a física, sugeriu o inverso. Que o elétron, única partícula até então conhecida, poderia ser uma onda!

Com o experimento da fenda dupla, experimento tradicional de ótica, ou seja ondas, se mostrou que sim, o elétron podia ser uma onda, interagia como uma onda! E agora ?

É tudo onda e é tudo partícula ?

Respire. Primeiro de tudo, temos que lembrar que “onda” e “partícula” são conceitos extremamente clássicos. Milenares até. Feitos para interpretarmos coisas extremamente macroscópicas. Nosso cotidiano.

Como querer que essas palavras casem com algo totalmente novo à nossa compreensão ?

Aí, para começar, que mora o problema, queremos ver um mundo novo com olhos antigos

É como querer traduzir para um idioma uma palavra que simplesmente não existe nele, nunca encaixará.

Isso tudo, lembre-se, digo em palavras aqui mas é dito matematicamente, por meio de equações e experimentos

A compreensão ainda possui debate, após a suposição de Broglie o físico David Bohm a aprimorou. E segue até hoje em desenvolvimento

Existem diversas outras interpretações e diversas delas são usadas em diversos formalismos matemáticos. Há a interpretação de Copenhage. Há a idealização de uma Teoria Quântica de Campos infinitos onde as partículas são excitações desses campos.

E essas são formas de tratar o mundo real, que não tem nenhuma obrigação de agradar à nossa interpretação!

Mas não é bagunça não! Essas interpretações e desenvolvimento matemáticos consequentes são feitos à luz de resultados experimentais, princípios fundamentais. Enfim, ciência.

Ou seja, nosso pensamento não muda a realidade. O nosso pensamento, no máximo, nos dificulta ou facilita compreender a realidade.

Para a física nuclear o próton é uma bolinha rígida muitas vezes, para a física de partículas o próton são 3 quarks juntos. Para a área de gravitação pouco interessa o que é um próton…

Na ciência nem sempre trabalhamos com a visão mais acurada de algo, mas com a mais conveniente (com bom senso) para obter nossos resultados. Luz é onda ou partícula ? Para algumas áreas da física isso nem importa!

pix: contato@sechat.blog
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