Selfie em que estou à esquerda com headphone branco. Camisa branca escrita Rush em rosa. Estou num grande gramado com árvores ao fundo.

Diários de Doutorado – 009

Será que esse assunto tem a ver com o doutorado ? Mas afinal também, qual não tem ?

Nas últimas semanas eu perdi bastante tempo em coisas não relativas ao doutorado, embora, no geral esteja caminhando com as contas de acordo com o esperado. Mas isso só evidencia que daria para ir mais rápido se eu tivesse uma dedicação maior (e digo que dá para ser maior sem comprometer o tempo livre e de descanso, por exemplo). Mas nesse caso o tempo perdido foi na real ganhado. Pois foi um tempo de tomadas de decisões, decisões as quais já nem me lembro exatamente enquanto escrevo aqui.

Decidi tentar levar a vida mais simples do que estava levando. Mas simples em qual sentido ? Bem, tudo começou com os sorteios de livros que fiz no meu instagram. Percebi que eu estava com livros demais, ocupando espaço demais. Livros pegando poeira, basicamente (embora eu os guardasse na real embalados, longe da poeira). Mas eram pesos inúteis que só serviam para complicar limpeza e mudanças. Sorteei vários, e ainda assim existem vários por aqui. E isso foi bom, uma leveza começou a surgir. Neste momento estou com livros de física que peguei em doações da biblioteca para enviar para ouvintes/leitores aleatórios do site, e isso só soa cada vez melhor.

Eis que então fiz uma limpeza mais drástica, ao menos para mim. Uma limpeza de arquivos e de projetos. Este mesmo site aqui passou por uma limpeza. Feliz aquela pessoa que consegue manter um foco, pois eu toda hora tenho ideias novas que acabam por atrapalhar outras em andamento, mas esse ano acho que tirei para corrigir isso. Aqui no site haviam vídeos curtos de divulgação para serem jogados no whatsapp. Acho que nunca deu certo como eu imaginei, mas eu mantinha aqui, complexificando a estrutura do site. Deletei. Alguns posts já sem muito sentido hoje em dia aqui. Deletei. Meu logo antigo era um logo provisório que ficou para sempre. Era praticamente um plágio e feito no paint, sim, no paint. E eu gostava dele, mas esse fato e alguns revisionismos que fiz sobre o significado desse símbolo da cabeça da deusa Sechat me fizeram repensar. Aproveitei minha conta no Canva e fui lá fazer arte, me tomou mais de um dia pensar nisso, mas se acabou o pensamento eterno e frequente em mim do “po, esse logo devia mudar ein…”.

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Mudança maior aconteceu no meu HD e HD externo. Comecei a rever prioridades. Eis que no começo deste site muitas ideias passavam pela minha cabeça frequentemente. Aliás, no meu site antigo também. E essas ideias viravam arquivos. Eu possuía ainda mais quase 500 arquivos do meu antigo site sobre diversas graduações, que hoje se resumem a essa página. Deletei, apenas resiste esses arquivos de física, que muitas pessoas agradecem. Haviam livros que o criador da Escola da Ponte, José Pacheco, me enviou numa troca de emails. Infelizmente nunca os li mas os mantinha aqui há anos. Deletei. Me desculpe por não ter atendido a essa expectativa ao me enviar. Haviam projetos que escrevi aleatoriamente, materiais sobre burocracias de criar uma ONG, e até mesmo um Manual de Sobrevivência que me passaram por uma comunidade do orkut. Eu e minha mania de achar que tenho que estar pronto para o fim do mundo. Deletei tudo. Deletei logos provisórios do site e do site antigo. Deletar foi a ação desses dias. E como foi boa.

Esses arquivos, esses livros, essas pendências, que se manifestam fisicamente também possuem um peso mental, se a pessoa não os esquece. Quando você guarda todas essas coisas mas esquece, tudo bem, apenas é uma bagunça local. Mas quando toda vez é assombrado por esse pensamento de “hmm, até agora não li esses materiais aqui de educação né ?” fica uma eterna cobrança pesando na sua consciência e criando uma culpa desnecessária. Imagine, uma culpa por não ter estudado o manual de sobrevivência ?! É ridículo, a menos que fosse um foco meu. Mas dentre tantos focos, doutorado, guitarra, vídeos, podcast, site, estes outros que falei não cabem na vida. Então foram deletados. Deletados para dar espaço para o nada, para o relaxamento ou mesmo para o doutorado e outras coisas. Quanto mais você tira, mais percebe o quão menos precisa.

Isso me ficou muito claro quando estive no Alabama e vivi dois meses com poucas coisas minhas. Fizeram falta, em termos afetivos, mas me fez perceber do excesso que tinha. Demorei um pouco mas fiz algo mais drástico finalmente. E aposto que dá para me desfazer de mais. Quem quer uma capa de violão aí ?

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