Eu em close up, camisa vermelha simples. O fundo é uma fachada com neons aleatórios de uma fachada. À direita nessa fachada se lê "IMAX"

Diários de Doutorado – 007

Olá, quanto tempo, não ?

Para quem acompanha esses meus relatos aqui parece que nada fiz nesse 1 mês e meio sem escrever, mas na realidade foi o oposto. Eu fiz tanta coisa que não deu tempo ou pareceu digno escrever. Pois quando tudo está incerto escrever um texto hoje cujo peso amanhã pode não valer acaba por ser inútil. A realidade é que nesse meio tempo até mesmo covid enfrentei, não diretamente, pois eu não fui infectado, mas quem eu convivo sim. Já fiz de tudo, quarentena dentro da quarentena, gastei dinheiro que não tinha e podia, fiz música nova, fiz muitas contas que deram errado e hoje até colhi uma abóbora no meu quintal. Mas e o doutorado ?

Bem, resolvi escrever hoje especificamente após sair de uma reunião onde enrolei razoavelmente bem entendendo mais ou menos o que estava sendo discutido. Fico impressionado como minha trajetória acadêmica, ora por culpa minha ora por culpa de terceiros, me fez um profissional com falhas bem específicas que demoro a corrigir. Uma delas é o cálculo integral complexo. Eu sei fazer as continhas, sei fazer tudo, passei nas matérias e me formei, claro. Mas que dificuldade em interpretar corretamente a física em questão dos momentos onde isso acontece!

Isso em parte é culpa puramente minha por ter deixado, por tanto tempo, um assunto importante como esse para a minha área negligenciado de canto sabendo apenas o suficiente para fazer coisas darem certo no momento em que são necessárias. Mas por outro lado também me faltou aparato. Esse assunto em específico na minha graduação foi dada numa matéria estranhamente misturada com engenheiros, e ensinada por um engenheiro. O professor em questão era ótimo e muito boa pessoa. PORÉM era um engenheiro ensinando para uma maioria de engenheiros. As questões, quando não eram voltadas para matemática pura e simples, eram exemplificadas para sinais, eletrônica, elétrica. Até mesmo o nome de alguns procedimentos eram nomes jargões da área de engenharia. Saí da matéria estranhamente sabendo e não sabendo. Seguindo então essa falha na graduação eu estava me preparando para uma área da física que usa, a meu ver, em menos peso essa ferramenta. No caso era gravitação/cosmologia, que mesmo em suas versões quânticas parecem depender menos desse conhecimento aprofundado como campos quânticos de matéria condensada. Então quando eu já estava precisando aplicar, no mestrado, eu já não havia aprendido com qualidade. Ferrou! E ainda não me sinto totalmente ciente desse conhecimento, visto que hoje mesmo não entendi completamente algumas argumentações físicas sobre um tema.

Solução ? Simples, estudar, perguntar, etc. Esse é um desafio a se seguir em meio a outros trabalhos atropelando, contas a fazer, essa vida online que sigo, e por aí vai. Soma isso ao fato de estar sem acesos uma biblioteca física maravilhosa como a do CBPF (e faz diferença, folhear um livro físico faz muito mais sentido, até por que numa biblioteca você encontra todos de um tema numa prateleira, em um segundo conheceu um livro que ninguém nunca havia recomendado).

O diário de hoje é só isso, eu escrevendo para tomar uma vergonha na cara um pouco maior para pegar coisas para estudar e ter uma base muito mais sólida que a atual. Sou graduado em Fundação, pós-graduado em Crônicas de Gelo e Fogo, Crônicas Saxônicas, Spohrverso. Quase fluente em Star Trek, e por aí vai. Tá na hora de botar em dia a leitura naquele(no plural, um não basta) livro de física mesmo…

Comentários

Um comentário em “Diários de Doutorado – 007”
  1. Lucas disse:

    Estou atrás da formação em Fundação equanto tento terminar a formação de física.

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