Diários de Doutorado – 005

Aprendendo com colaborações, trabalho em grupo e orientações.

Atualmente estou num segundo projeto que envolve pelo menos umas 4 pessoas: meu orientador, um colega também orientado por ele e o colaborador que ano passado fui trabalhar por dois meses no Alabama. Essas imagens que vem ilustrando aqui, e em relato que tratei no episódio Ocidentalizar do Panoramas. Duas coisas tirei de interessante (embora nenhuma novidade) nessa semana.

Uma é a questão do trabalho em grupo comparativo. Eu fiz uma conta, meu colega fez uma conta, meu orientador mais ou menos fez a conta. Elas não bateram, sem essa divergência não teria eu sabido logo de cara que eu havia cometido um erro muito simples de trocar os índices na hora de escrever e isso mudou totalmente minhas contas. Imediatamente comparamos as contas e descobri o meu erro, ao refazer notei que o resultado do colega em questão também havia uma divergência. Ou seja, as comparações nos salvaram! Isso garante a independência dos resultados. Garante que erros não sejam repetidos e tendências erradas criadas. Então estará em sorte se fizer um trabalho em conjunto, recomendo a oportunidade. Gera comparações, gera dúvidas em comum, gera discussões niveladas que levam ao aprendizado.

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A outra questão eu já tinha em mente. E se dá na questão da influência dos orientadores. Nunca havia escrito anotações em pdf tão detalhadas como tive que fazer com o colaborador do Alabama. Ele gosta de todos os detalhes possíveis. Facilita o entendimento. Facilita voltarmos no futuro e revermos com agilidade nossas contas. Facilita outros a entenderem todos os passos sem algum truque subjetivo não comentado. Enfim, é o ideal. Deixe os compactos para os artigos de uma ou duas páginas.

Enfim, desde a primeira vez que comecei a fazer as notas a medida que fazia as contas eu procurei fazer elas da forma que aprendi com esse segundo colaborador. Detalhes. Muitos detalhes. O meu orientador fez suas notas também. Se as minhas deram quase 30 páginas até então a do meu orientador teve no máximo 10 páginas. Versão compacta. Versão com passos rápidos e dinâmicos. Imaginei se eventualmente o professor do Alabama não iria querer notas mais detalhadas para entrar no passo (visto que ele chegou depois no projeto). Bem, eis o resultado. No zoom com todos meu orientador caiu, o amigo dele então aproveitou para perguntar se eu e meu colega tínhamos notas também, e talvez mais detalhadas… Ri na hora, eu já imaginava afinal. Mas a grande questão é: um orientador diferente, mesmo que por 2 meses, ano passado, me trouxe uma nova mudança e diretriz que virou um hábito já.

Tanto aqui deixo a dica de fazer notas detalhadas como também a de procurar uma variedade na sua vida acadêmica, mesmo que dentro do seu próprio instituto. Por melhor que a pessoa que te oriente seja é sempre bom ver o diferente.

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