O COVID-19 e os seus reflexos na Ciência atual

Neste exato momento que escrevo (1º/04/2020), as pessoas estão passando por uma turbulência generalizada. Isso porque, nos finais de dezembro último e início de janeiro desse ano, veio à tona, na China, um novo tipo de coronavírus que se espalhou pelo globo, cujo nome é COVID-19.

Por onde o microrganismo passa, deixa um cenário quase que pós-apocalíptico: queda das bolsas econômicas, instabilidades políticas, comércios fechados, ruas vazias e milhares de mortos. É em meio a tudo isso que um grupo exclusivo de pessoas – negligenciado por uns, atacado por outros e amado por nós do blog – ganha notoriedade nos meios televisivos, redes sociais, jornais e revistas: os cientistas.

Se existe algum beneficiário dessa situação na qual nos encontramos, certamente é a ciência!

O âmbito científico cresce e o COVID-19 veio para dar uma alavancada nesse progresso. Diversos cientistas de diferentes áreas do conhecimento têm se mobilizado no intuito de conseguirem mais informações, desde o comportamento do vírus nas células humanas até as possíveis sequelas que ele pode trazer para a economia. Porém, é evidente que o destaque maior vai para as ciências médicas que tentam, a todo custo, buscar uma maneira eficiente e rápida para conter o avanço do vírus.*

O crescimento gradativo das publicações sobre o coronavírus. Os picos nos períodos de 2003-2005 e de 2012-2014 devem-se, respectivamente, às epidemias de SARS e de MERS. [Fonte: Revista Fapesp]

Segundo a WEb of Science, o número de pesquisas realizadas sobre o COVID-19 nesse ano chega a uma média de 240 publicações por mês!

Algo inacreditável até mesmo para os profissionais da área. “O número elevado de estudos que estão sendo publicados diariamente em diversas plataformas é algo inédito e sem precedentes no mundo da ciência”, afirmou Abel Packer, diretor da Scielo, ao jornal alemão DW.

E este avanço não se restringe apenas ao exterior. O empenho e determinação dos pesquisadores brasileiros na busca por mais informações tem ganhado relevância no cenário mundial.

Número de publicações das universidades brasileiras [Fonte: Revista Fapesp]

O destaque na pesquisa do país foi o sequenciamento genético do novo coronavírus promovido por duas cientistas brasileiras, Jaqueline de Jesus e Ester Sabino, ambas da USP. Utilizando uma técnica usada durante a epidemia do vírus zika, as pesquisadoras conseguiram determinar a sua base genética. Isso foi importante, pois agora os cientistas podem entender a origem desse patógeno e as prováveis mutações.

Pesquisadoras, Juliana à esquerda e do seu lado a professora Ester

Pois é. Quem diria que nesse momento difícil que passamos poderia existir uma notícia boa para nós. Até porque, a partir do avanço de novas descobertas sobre o COVID-19, nós conseguiremos voltar a normalidade.

Quem sabe talvez essa situação não sirva de lição para entendermos que a ciência é algo crucial para qualquer sociedade e que sem ela, possivelmente, estaríamos ainda vivendo dentro das cavernas e relatando nosso cotidiano em suas paredes?!

Fica a reflexão…

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.