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O Legado do Professor Pier

Naturalizado brasileiro e dono de um invejável QI de 186, o italiano Pierluigi Piazzi (carinhosamente chamado por seus discentes de prof. Pier) dedicou a maior parte de sua vida às salas de aulas. Químico pela Escola Técnica Oswaldo Cruz (ETOC) e físico – curso este iniciado na Mackenzie e concluído na USP -, trabalhou durante anos no cursinho preparatório Anglo.

Professor Pier
Infelizmente, o professor Pier faleceu, aos 72 anos, em 2015, deixando para trás um conhecimento precioso de ensino presente tanto em livros quanto em palestras disponíveis na plataforma do YouTube.

Esse post é destinado à apresentação de parte do conhecimento do professor. Para fins didáticos e organizacionais, aqui conterá 4 tópicos fundamentais que resumem bem a visão do Prof. Pier.

Vamos lá?!

1.Menos estudo e mais aprendizado:

Segundo o professor: “Estudo não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. Você não deve estudar mais, deve estudar melhor”.

Muitas pessoas, ao pegarem algo para estudar, possuem a tendência de ficar horas e mais horas direto na frente de cadernos, livros e computadores. Não é de se espantar que você conheça alguém que, na sua rotina de estudos, ficou 10, 12, 16 horas estudando por dia! E na grande maioria das vezes, elas não obteram o almejado.

Isso porque o nosso cérebro processa e encaminha a informação obtida a partir de redes neuronais.

Exemplo de redes neuronais

Neurônios, como deve saber, são células do sistema nervoso responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos. São eles também os coadjuvantes na hora de reter conhecimento, a partir de uma espécie de rede, que se conectam aos demais locais por meio de sinapses.

Pois bem. O fluxo ideal de informações ocorre por um determinado período de tempo, que pode variar entre 30 minutos até 1 hora. Esse limite ocorre devido ao fato de nas sinapses nervosas serem liberados substâncias químicas – chamadas de neurotransmissores – que aceleram o impulso da informação. Após esse limite, é preciso que o cérebro descanse para que mais substâncias sejam sintetizadas, preparando o sistema nervoso para mais uma rodada de estudos.

Dessa forma, é essencial que o estudante descanse. Para o Prof. Pier, o ritmo correto deve ser meia hora de estudos, dez minutos de descanso, meia hora, dez minutos e assim por diante…

Procure nos momentos de descanso entre os estudos fazer uma atividade física, ouvir uma música ou tocar um instrumento musical. Fuja das telas de celulares, televisão e computadores. Esse é o momento para você distrair sua mente com o mínimo de esforço cerebral possível.

Como cada organismo reage de forma diferente, é normal que para alguns indivíduos o tempo de estudos seja ampliado a 40 ou a 50 minutos; de igual maneira para o período de descanso, podendo ser ampliado. O certo a se fazer para descobrir seu ritmo é testando. Comece a estudar, lendo ou assistindo a uma vídeo aula, por exemplo. No momento que começar a ver que se sente cansado, não consegue mais se concentrar e não está conseguindo acompanhar o professor ou a leitura, esse é um sinal de alerta do seu cérebro para parar tudo que estava fazendo e ir descansar.

Assim, você conseguirá, com segurança, determinar seu ritmo de estudos.

Observe: estude pouco, mas da maneira correta.

Antes que se pergunte “Qual o jeito certo de estudar?” continue lendo esse post que você irá descobrir…

Esse ritmo ao qual o prof. Pier trata é aplicado na técnica Pomodoro – a “queridinha” de alguns estudantes e concurseiros.

Para você que não sabe do que se trata, basicamente ela funciona da seguinte maneira:

Explicação do método Pomodoro

Existem aplicativos com esse método. Procure na loja de aplicativos de seu celular e aproveite.

2. Quer se dar bem? Então estude sozinho:

“Por incrível que possa parecer, é mais importante o tempo que você passa estudando sozinho do que aquele que passa assistindo às aulas”.

Continuando o nosso tour pelo legado de Pier, vamos conhecer o jeito certo de estudar. Para o professor, a maneira mais eficaz de aprender é sozinho.

Isso mesmo. S-O-Z-I-N-H-O!!!

Quando estudamos sozinhos, na solidão da nossa casa, biblioteca ou outro local, passamos a ter mais foco. Além disso, passamos a ser o protagonista do conhecimento, visto que quando alguém passa alguma informação para nós, nos tornamos seres passivos, absorvendo conhecimento em segundo plano.

Ao desenvolvermos nosso autodidatismo, isto é, estudarmos sozinhos, nós estamos construindo conhecimento. Note bem a diferença semântica disso: absorvendo conhecimento (forma passiva); construindo conhecimento (forma ativa).

Quando passamos de “esponjas” para “pedreiros” intelectuais fazemos com que nosso cérebro se fortaleça e a armazenagem de informações fica mais fácil, uma vez que buscamos/construimos, por exemplo, um conceito de física, e não simplesmente decoramos/absorvemos.

Ainda sobre o estudo solitário, o prof. Pier adverte: “Nunca estude sem ter um lápis em atividade sobre um pedaço de papel.”

Para ele, o estudante deve ter um aprendizado ativo, isto é, além de estar sozinho sozinho, ele deve estar sempre envolvido com o estudo. E uma forma de se envolver com o que está aprendendo é escrever.

Ao escrevermos (e não digitarmos!) estamos facilitando a armazenagem a longo prazo da informação no nosso cérebro e, assim, maximizando a rapidez com que aprendemos.

Portanto, caso você assista a uma vídeo aula, faça as anotações pertinentes da aula. Não fique simplesmente vendo o professor falar, por que, provavelmente, irá esquecer partes cruciais.

3. Leia, leia e leia:

“Só obtém algo interessante da vida, da escola, do trabalho quem lê muito. E só lê muito quem lê por prazer.”

Desde a muito, os neurologistas e os neurocientistas advertem sobre a necessidade da leitura para o fortalecimento do sistema nervoso.

Da mesma maneira que os músculos de nosso corpo são exercitados por atividades físicas, o cérebro é exercitado pela leitura.

Dentre os benefícios de ler, estão: estimula a memória, previne doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, mantém a rede neuronal, maximiza o raciocínio ao deixar as sinapses ativas, e dentre outras tantas formas de manter a saúde mental.

Porém, uma barreira para a leitura, segundo o Prof. Pier, é a forma com que as pessoas descobrem o gosto pela leitura. Para entender mais sobre essa opinião e como fazer com que você, seus filhos, netos e sobrinhos descubram o mundo dos livros, convido-o a assistir uma parte da palestra do professor sobre o assunto:

Se não tem o hábito de ler, se aventure, pois fará um bem maior para seu cérebro.

4. Estude antes de dormir:

Por fim, a frase máxima de Pierluigi: “Aula dada é aula estudada, hoje!”

A obtenção de qualquer conhecimento, após o estudo em sala de aula, deve ser consolidado antes de uma noite de sono. Por isso a importância de estudar sozinho, para fazer com que aquilo que foi mostrado em aula esteja firmado na mente. Somente após ter estudado sozinho, é que você está autorizado a dormir…

A explicação disso? Pois bem, deixo que o próprio professor a explique:

 

Incrível, não? Quatro dicas maravilhosas que irão mostrar que estudar e obter conhecimento podem ser algo completamente diferente daquilo que os professores nos dizem.

Essas e muitas outras dicas podem ser obtida a partir da leitura dos livros que o professor Pier nos deixou. Além de várias palestras na internet. Busque seguir essas dicas e verá que farão um diferencial tremendo em suas vidas.

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