Albert Einstein e a primeira turma de alunos afro-descendentes da Lincoln University, em 1946.

Após fugir da Alemanha nazista, Einstein se mudou para os Estados Unidos da América. Ao chegar no país, ficou impressionado com a maneira em que a população afro-descendente era tratada nos Estados do Sul, já que o Físico havia saído da Alemanha também por questões raciais e religiosas.

Ao final dos anos 1940, Albert Einstein entendeu e passou a acreditar que lecionar ou palestrar em universidades teriam mais a ver com a alimentação do ego, do que compartilhamento de conhecimento. Porém no início de 1946, o físico abriu uma exceção após ser convidado para palestrar para a primeira turma de jovens de origem africana na Lincoln University, e que também foi a primeira universidade estado-unidense a conceder diplomas de graduação para afro-descendentes. Einstein aceitou o convite, desde que pudesse falar sobre racismo e sua experiência com o antissemitismo Europeu. Em determinado momento da aula-palestra, o Físico interpelou:

“Racismo é uma doença de pessoas brancas e eu não pretendo ficar calado sobre isso”.

Logo após a aula-palestra, Albert Einstein trocou correspondências com ativistas pelos direitos civis dos afro-descendentes e se colocou, publicamente, a favor do fim das leis de segregação racial nos Estados Unidos da América. Nas memórias da história, temos uma foto icônica de Einstein com todos os alunos atentos na sua fala.

Outro fato interessante da história foi que Paul Rodeson, famoso cantor barítono dos Estados Unidos da América, fez uma apresentação em que Einstein também fez presença, no Teatro McCarter de Princeton, em 1935. Daí, Einstein conheceu a vida do cantor e ambos semearam uma longa amizade, de mais de 20 anos. Perceberam, nesse tempo todo, que os dois tinham muito em comum. Ambos concordavam com o surgimento do fascismo, e apoiaram em defender democraticamente o governo eleito da Espanha, contra as forças fascistas de Francisco Franco. Lutaram contra assassinatos de cunho estritamente racial, que ocorreram contra soldados afro-descendentes, que retornaram para casa no pós-segunda guerra mundial.

Sobre o apartheid nos Estados Unidos da América [2]

Foi um período de grande disputa racial, entre àqueles que se declaravam “brancos e donos do país”, e os afro-descendentes, que também eram grande parte da população, mas que era severamente massacrados, seja por assédio moral, social, sexual, falta de inclusão em direitos básicos, até na morte de milhares de afro-descendentes no período, durante o século XIX e XX. Existiam locais, dentro das cidades e metrópoles, onde os negros podiam/não podiam frequentar, por conta da presença, ou não, de pessoas brancas. Geralmente, eram identificados com placas e símbolos com dizeres: “Proibido para pessoas de cor”.


Referências

[1] K. Gewertz, “The Havard Gazette,” Havard News Office, 12 abril 2007. [Online]. Disponível em: https://news.harvard.edu/gazette/story/2007/04/albert-einstein-civil-rights-activist/. [Acesso em 2 desembro 2019].


[2] Wikipedia, “Wikipedia, a enciclopedia livre,” Wikipedia, 20 novembro 2019. [Online]. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Segrega%C3%A7%C3%A3o_racial_nos_Estados_Unidos. [Acesso em 2 dezembro 2019].

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