Manual do Aluno Auto-Didata

 

Otimize seu principal (ou principais) ambientes de trabalho. Tenha uma boa cadeira, tenha ventiladores, se necessário. Não passe fome, se te incomoda. Tenha uma boa lapiseira ou qualquer outro objeto de escrever. Não há necessidade de você estar estudando com algo que te incomoda. Essa é uma avaliação sua, eu, por exemplo, não consigo no calor.

Trabalhe por metas, não por tempo. Não é uma regra, mas dica básica. Trabalhar com meta organiza tudo, dá uma margem de segurança e facilita na motivação para estudar. O ser humano funciona com o mecanismo de recompensa. Nada melhor que um “check” após uma tarefa cumprida de acordo com o planejamento. Isso trará uma boa sensação de aproveitamento e motivação. Além disso, se eventualmente pela manhã, onde você costuma estudar, não der para fazer o planejado, tendo uma meta, basta tentar fazer ela em outro horário ainda possível. Sem o drama de “não consegui estudar de manhã”. Porém se perder o dia…

Descanse, tanto em longo prazo como em curto prazo. A cada 20min pausar o estudo para ver a internet não só não  mata como também alivia um pouco o estado de tensão eventual. Lembre-se, até na partitura a pausa faz parte da música. E a pausa dita como a música retomará a seguir.

Lutar contra se corpo geralmente é uma batalha não produtiva. Se está com muito sono e pode, durma um pouco. Se está sem paciência para estudar, podendo, tente mais tarde. Dificilmente aprenderá algo nesse estado de não-aprendizado.

Use mais de um livro ou qualquer outro material didático para estudar. Diferentes formas de ver um mesmo assunto facilitam no entendimento dele, afinal, entender mesmo é conhecer o assunto independente da forma que foi construído.

Uma vez que você tenha gravado totalmente um assunto o cérebro retém aquela informação, a grande questão é se você conseguirá recuperar ela depois com o tempo. Quanto mais você revê um assunto, uma memória, mais o cérebro trabalha em facilitar e priorizar a facilidade de acesso daquela informação. Ou seja, revise, sempre.

Estudar de forma compartimentalizada. Esqueça essa coisa de estudar tudo de uma vez, um plantão louco. A menos, é claro, que você esteja desesperado na véspera de uma prova. O cérebro retém melhor as informações se o estudo for feito de forma periodizada. Um dia estuda um pouco o assunto x, no dia seguinte mais um pouco, e assim vai. Um resquício disso está no espaçamento de aulas de algumas matérias, mas é algo (infelizmente) pouco difundido no meio geral. Isso tem uma leve conexão com a dica acima.

Mude de ambiente constantemente, preferencialmente para estudar um mesmo assunto. Aparentemente o cérebro consegue criar mais conexões com o ambiente e a informação estudada. Assim, para ele acessar o assunto x estudado ele terá tanto uma conexão ligada ao ambiente z quanto ambiente y em que você estudou.

Faça testes regularmente, provavelmente tentando uma vez por semana parar e tentar escrever num papel tudo o que se lembra, em modo didático, sobre algum determinado assunto. Você se forçará a se lembrar, se forçará a escrever isso de forma coerente e servirá para ver em quais pontos está deficiente.

Se travar em algum assunto após tentar entender ele ou resolver ele por um bom tempo, e digo tentar de verdade, pare. Faça outra coisa. Estude outra coisa, ou até mesmo vá ver um filme, ler um livro. Talvez um intervalo longo, ou talvez um intervalo curto, mas dê ao cérebro o tempo para reorganizar tudo o que foi tentado. Isso é muito importante.

Durma o suficiente. Tenha ciência de que está dormindo bem e está descansado para ter um dia ativo. E não é por que você dorme pouco que significa que está bem dormindo pouco. Afinal, existe o caso extremo de insônia e não é pelas pessoas precisarem dormir pouco. Tenha certeza de que não passará o dia sonolento, propenso a dormir a qualquer momento em que deite na cama ou comece a ler. E não é por que você toma café e engana seu corpo que significa que pode dormir menos. O café não é um descanso, mas um enganador do cansaço.

Todas essas informações e muito mais, com fontes confiáveis sobre todos os experimentos que concluíram algumas dessas dicas você pode encontrar no livro Como Aprendemos, de Benedict Carey e O Poder do Hábito, de Charles Duhigg.

Altamente recomendados, confira:

 

 

 

 

 


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