Da Terra a Lua, e seu papel na corrida espacial

Na década de 60, quando o homem já estava indo ao espaço e retornando, a ideia de irmos à Lua ainda soava surreal, fantasiosa. A grande questão na verdade que seria a primeira vez em que oficialmente tocaríamos no imutável céu. Objetos que antigamente eram visto até como planares, objetos que antes eram visto como deuses. Imagine, ir à Lua. Bem, mais incrível do que isso é o fato de que em 1865, enquanto ferrovias ainda eram novidade no mundo, enquanto o Brasil estava em seu próspero segundo império, Julio Verne já estava escrevendo um livro planejando uma viagem, bem científica à Lua.

Não falo de alguma fantasia, mas falo de um livro que se compromete com a ciência da coisa, se que compromete com a ciência como personagem, como foco. O livro entra na questão do meu post sobre o papel da ficção científica na ciência. O livro conta com uma cômica descrição norte-americana, sedentos por guerra como esporte, e tira dessa tecnologia bélica os meios de realizar uma viagem à Lua. Assim como aconteceu na história real, onde os mísseis nazistas V2 serviram de base para os foguetes de lançamento da NASA, inclusive o próprio projetista nazista Wernher von Braun. Finalizando, deixarei um inspirador trecho do livro que ainda hoje soará muito futurista para muitas pessoas pelo mundo.

“‘Essa viagem deve ser realizada mais cedo ou mais tarde; e, como o modo de locomoção adotada, segue-se simplesmente a lei do progresso. O homem começou por andar sobre quatro patas; então, um belo dia, em dois pés; em seguida, em uma carruagem; em seguida, em uma fase-treinador; e, finalmente, pela estrada de ferro. Bem, o projétil[veículo que fará a viagem à Lua] é o veículo do futuro, e os próprios planetas são nada mais! Agora alguns de vocês, senhores, podem imaginar que a velocidade que nós propomos a dar ao projétil é extravagante. Não é nada do tipo. Todas as estrelas ultrapassam essa velocidade, e a própria Terra está, neste momento, levando-nos em torno do sol em três vezes mais rápido, e ainda assim ela é uma mera preguiçosa no caminho em comparação com muitos outros dos planetas! E sua velocidade está em constante diminuição. Não é algo evidente, então, pergunto a vocês, algum dia aparecerão velocidades muito maiores do que essas das quais a luz ou eletricidade serão provavelmente o agente mecânico?
‘Sim, senhores’, continuou o orador, ‘apesar das opiniões de determinados povos intolerantes, que calariam a raça humana dentro deste globo, como dentro de algum círculo mágico que nunca deve pisar fora, deveremos um dia de viajar para a lua, para os planetas e para as estrelas com a mesma facilidade, rapidez e segurança como agora fazemos a viagem de Liverpool a Nova York! Distância é apenas uma expressão relativa, e deve acabar por ser reduzida a zero.’

Será que você sabe o que eu penso de nosso próprio universo solar? Devo dizer-lhe a minha teoria? É muito simples! Na minha opinião o sistema solar é um corpo homogêneo sólido; os planetas que o compõem estão em contato real com o outro; e o espaço que existe entre eles não é nada mais do que o espaço que separa as moléculas do metal mais denso, tais como prata, ferro, platina! Eu tenho o direito, portanto, de reafirmar e repito com a convicção de que deve penetrar todas as suas mentes:”Distância é apenas um nome vazio; distância realmente não existe! ‘”

Bem, em apenas algumas linhas fomos introduzidos à Teria da Evolução, ao modelo atômico “planetário”, às possibilidades de viagens espaciais… E gerou o primeiro filme do tipo no cinema. Michel Ardan é Júlio Verne se colocando no livro. Esse é o papel da ficção científica!

Trecho em adicional ao vídeo comentando sobre o livro:

“”What do you mean by a vacuum?” asked Michel. “Is it perfectly such?” “It is absolutely void of air.” “And is the air replaced by nothing whatever?” “By the ether only,” replied Barbicane. “And pray what is the ether?” “The ether, my friend, is an agglomeration of imponderable atoms, which, relatively to their dimensions, are as far removed from each other as the celestial bodies are in space. It is these atoms which, by their vibratory motion, produce both light and heat in the universe.””

― de “From the Earth to the Moon and Round the Moon (English Edition)”

Guilherme Vieira, ainda lendo na verdade


Quer se manter atualizado ? Assine a newsletter: https://goo.gl/GZrrNe

Apoie o meu trabalho: https://apoia.se/sechat

 


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s