O papel da Ficção Científica na Ciência

“To boldly go where man has gone before”, poderia ser o lema de algum instituto de pesquisa mas é apenas um lema de uma obra sci-fi.

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USS Enterprise

O que motiva a ciência ? É muito discutido a sua motivação, principalmente quando devemos responder às perguntas “mas para que estudar isso ?”, e aí o cientista tem que escolher se ele responderá mostrando a aplicação prática ou dará a resposta mais completa sobre entender o mundo, desbravar fronteiras e saciar curiosidade.

O desenvolvimento científico não foi obra de um único povo, mas uma constante nas histórias é a junção de religião e ciência, em seu início. Engana-se quem retira da religião o mérito da explicação do mundo ao nosso redor. Possuímos ambos argumentos para explicar fenômenos do mundo, a grande diferença está que o método científico nos proporcionou a saída desse lado obscuro. A habilidade de nos corrigirmos e melhorar a ideia base.

Os Maias, astrônomos exímios, atingiram uma perfeição inacreditável nessa ciência, seu conhecimento de órbitas em certo ponto até era superior aos europeus. Motivados pela crença de que os astros eram seus deuses, queriam melhor compreendê-los. No panorama europeu muito se conteve na ciência por receios teológicos, negação à ciência de próprios cientistas. Muitos queriam estudar a obra divina, não negá-la. Se estavam negando-a deveriam estar errados.

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Observatório astronômico Maia, El Caracol

 

Não que tenhamos hoje um mundo descrente mas se vê claramente que estamos desapegados de crenças como nunca, ao menos o mundo ocidental, senão o nicho de cientistas. A ficção científica tem seu início justamente quando o homem começou a controlar o que antes era o poder divino, a eletricidade, os raios. Frankeinstein, o submarino elétrico de Julio Verne, se passou a ver eletricidade em tudo. A ficção científica colocou o homem no papel do ser inteligente que sabe (quase) tudo. Não a toa uma das histórias é sobre criar vida a partir da eletricidade.

Enquanto o homem ainda pensava em submergir, Capitão Nemo já explorava o submarino antártico, antes da relatividade surgir pela mente de Einstein, H.G. Wells já falava em espaço-tempo em seu livro, e antes mesmo de parecer possível sairmos do planeta marcianos já planejavam nos invadir n’A Guerra dos Mundos. Como foi dito certa vez, a ficção científica não prevê o futuro, ela 0 gera.  Antes a religião possuía sua história e de lá tirava seus fatos e explicações, hoje a ficção científica pega os fatos e explicações, extrapola e os fazem personagens numa história.

Décadas após a exibição de Star Trek diversas tecnologias, como o próprio celular que você usa, foi inspirado na obra sci-fi. E muitas ainda em pesquisa inspirada. Ainda hoje pensam no canhão espacial de Julio Verne como forma de propulsão, ideias, ideias e mais ideias. A ficção científica possui um papel muito além de entreter e divulgar ciência, ela serve como uma bússola para os anseios da humanidade sobre seu futuro e presente. Pois, assim como é necessário estudar o passado para compreender nosso futuro é necessário imaginar o nosso futuro para fazê-lo acontecer no presente.

Guilherme Vieira, fazendo as contas para criar warp drive


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